Xixis com Farturinha

Podemos definir o caráter de uma pessoa apenas olhando como ela trata os animais.

Encontrado numa mata, anacleto nao era dali e não se sabe como foi ali parar. E foi ali parar 2 vezes….

Algo no seu olhar nos fez crer que teve que aprender a ser “selvagem”, não por por escolha sua ou caracter seu, mas porque a vida e os humanos por quem passou o desprezaram e o obrigaram à sobrevivencia nas mais duras condições.

Anacleto fugia, mas o seu olhar aproximava-se. Algo nele nos dizia que não era silvestre. E viver a vida com medo transforma-nos no que tem que ser.

Resgatado, anacleto continua a mostrar medo, encolhido a qualquer aproximação humana, como se a mão que se aproxima o fosse agredir.
Até que na presença de outro gato, Anacleto abandona por um pouco a sua mudez e entrega-se a uma alegria de sons de quase de passarinho, vocalizando cru cru’s de alegria , procurando aproximação.

Anacleto continua a ser um mistério. Nele há um apelo para o ar livre, a rua, mas na sua historia parece haver uma vivencia domestico, proxima de humanos.

A crueldade e ignorancia te-lo-ao atirado ao abandono num matagal, onde viveu alguns meses, como um solitário na selva, comendo o que havia e escapando aos perigos de um local que nunca foi o seu habitat.

Depois de acolhido, Anacleto continua a ser um misterio. Da sua historia nunca contada, resta-nos encontrar para ele uma reconciliação com a confiança, numa adopção especial, paciente e tranquilizadora, que lhe dê tambem algum espaço de liberdade.
O seu olhar ainda triste, tem momentos de brilho de esperança.
O seu pêlo longo em preto e branco, termina numa causa farfalhuda exuberante.

Assim a sua alma se eleve se novo à confiança e teremos Anacleto feliz e sublime.
Para o adoptar, contacte gatos.urbanos@gmail.com
Melhor sorte Anacleto

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18 Julho, 2015


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